Arquivo para agosto \15\UTC 2012

“Vista minha pele” 15 min., 2003.

Direção: Joel Zito Araújo e Dandara

Produção: Casa de Criação

CEERT – Centro de Estudos e Relações de Trabalho e Desigualdades.

Ótimo para discutir a questão racial e as diferentes formas de preconceito no ambiente escolar. A partir da inversão de papéis, de forma bem humorada, o curta é uma paródia da realidade brasileira. Os negros são a elite, classe dominante e os brancos os subalternos, descendentes de escravos.

O enredo se desenvolve em uma escola onde Maria, menina branca, pobre, filha da faxineira, sonha ser “Miss Festa Junina”, mas encontra muitos obstáculos no caminho.

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“Abdias Nascimento – Espelho” 25min., 2011.

Apresentação/ Criação / Direção Lázaro Ramos

Direção Geral Anderson Quak

Diretora de Produção Tânia Rocha

O Canal Brasil prestou homenagem ao ativista do movimento negro Abdias Nascimento – falecido em 23/05/2011, aos 97 anos. Abdias possui uma extensa obra artística, foi criador do TEM – Teatro Experimental do Negro foi deputado federal dentre outras coisas. Respeitado internacionalmente conta um pouco de sua trajetória.

http://www.youtube.com/watch?v=fvSvdDwvVaw

http://www.youtube.com/watch?v=2nhwGPp0Pe0&feature=relmfu

http://www.youtube.com/watch?v=Rm49WLD1e7k&feature=relmfu

“Café com leite (água e azeite?)”, (parte 1 a 6) 30 min., 2007.

Direção, produção, roteiro: Guiomar Ramos

Co-produção: Tatu Filmes

Edição: Márcio Perez

 

O racismo é um problema estrutural da realidade brasileira.

Este é um excelente documentário para desconstruir o Mito da Democracia Racial que ao negar a dura realidade do negro brasileiro naturalizou as desigualdades raciais.

De forma dinâmica traz importantes depoimentos de intelectuais como Antonio Sérgio Guimarães, Kabengelê Munanga, Sueli Carneiro, Batista Félix; cineastas como Jeferson De, Noel Carvalho, entre outros.

 

http://www.youtube.com/watch?v=375sS13XAT0

http://www.youtube.com/watch?v=2zGX0Ekayvw

http://www.youtube.com/watch?v=1hX26f2cSUc

http://www.youtube.com/watch?v=yqk_bF76BhI

http://www.youtube.com/watch?v=uWLGA_joVnw

http://www.youtube.com/watch?v=k53iMb_tvkw

“A Construção da Igualdade” (parte 1 e 2) 20 min., 2006.

Direção, produção: José Carlos Asbeg

Roteiro e Co-produção: Jorge Melo

Realização: Palmares Produções

 

A partir de depoimentos de acadêmicos, ativistas, políticos, artistas e etc., pretende valorizar a contribuição do negro na sociedade brasileira. Assim como a luta histórica movimento negro. Tendo como destaque as figuras importantes de João Cândido e Zumbi dos Palmares.

As Aventuras de Azur e Asmar

Infanto-juvenil

 

As Aventuras de Azur e Asmar

Direção: Michel Ocelot

Ano: 2006

Origem: França

Tempo: 99 min.

Distribuidor: Videofilmes (nas locadoras)

 

Muito além do colorido do “conto-de-fadas”, os temas apresentados neste filme, do mesmo diretor de Kiriku e a feiticeira, proporcionam discussões sobre: diferença, preconceito, racismo, intolerância cultural etc.

 

Azur e Asmar foram criados por Jeanne, mulher africana mãe de Asmar e babá de Azur, filho de um nobre inglês. Azur, louro de olhos azuis, e Asmar, negro, de olhos pretos cresceram como irmãos, aprendendo a cultura da terra de Jeanne, atentos sobretudo à história da Fada dos Djins. A partida de Jeanne, injustamente expulsa da casa pelo pai de Azur, separa os dois meninos, que só se reencontrarão quando adultos, no país de Jeanne e Asmar, agora ricos e importantes. Agora os ex-amigos de infância irão se confrontar, como príncipes rivais, na aventura em busca da sonhada Fada dos Djins.

Phatyma (curta-metragem) AfricaMakiya

PHATYMA (curta-metragem)

Texto: Paulina Chiziane e Luiz Chaves

Direção: Luiz Chaves

Origem: Moçambique

Realização: AfricaMakiya Produções

Tempo: 9min.49s.

 

Identidade, ancestralidade, o papel da mulher, a infância, e os modos de vida tradicional e moderno são os temas presentes neste curta-metragem moçambicano.

 

O filme é centrado na figura da menina Phatyma, personagem criada por Paulina Chiziane, escritora moçambicana que atua, publicamente, em favor dos direitos das mulheres moçambicanas. A partir do olhar da criança-menina, que sonha com um futuro diferente daquele de sua mãe e avó (embora as respeitando firmemente) conhecemos a força da cultura moçambicana, as inquietações e os sonhos das novas gerações nascidas num país que se libertou da condição colonial há menos de 40 anos. Os questionamentos de Phatyma sobre o papel da mulher moçambicana hoje desafiam os espectadores (de qualquer nacionalidade e cultura) a reconhecer a importância de avançar num processo de modernização sem esquecer os valores ancestrais que alicerçaram a nossa identidade.

QUILOMBO SÃO JOSÉ

http://www.videolog.tv/video.php?id=527847

Realização e Direção: Luiz Fernando Sarmento & Gilberto Fugimoto de Andrade

Ano: 2009

Origem: Brasil

Tempo: 46 min.

“Antes de a gente aprender o Pai nosso, a gente já sabia cantar o jongo…” (Toninho Canecão).

História, ancestralidade, narrativa oral, música e cultura africana. Tudo isso e muito mais torna este vídeo um material imprescindível para conhecer e refletir sobre a história do Brasil que devemos (re)aprender.

Pela voz dos moradores do Quilombo São José, no Rio de Janeiro, o documentário apresenta as muitas faces da formação e vida desta comunidade formada por descendentes de africanos oriundos da região do Congo e de Angola.

Conforme relata o morador e líder comunitário Toninho Canecão, a origem dessas terras teria sido a doação (informal) de terras do ex-senhor de escravos aos “seus” negros para que vivessem após a abolição, posteriormente a especulação imobiliária teria levado a conflitos pela posse da terra.  Toninho Canecão foi educado pelo avô cego, que transmitiu oralmente histórias do tempo da escravidão e, ao mesmo tempo, orientou o neto a sair da comunidade e “aprender” também as coisas do mundo exterior, para ter efetivas condições de ajudar a comunidade quilombola, o que de fato ocorreu.

Pelos fragmentos de memória dos moradores mais velhos, como o Manoel Seabra (o tio Mané), ouvimos relatos sobre a formação da comunidade, desde os tempos da escravidão, as mudanças trazidas pela modernidade (a saída dos jovens para a cidade do Rio de Janeiro), porém sem jamais romperem os laços com a comunidade. Luciene Estevão do Nascimento, uma das representantes da nova geração, testemunha a face contemporânea do quilombo, num cotidiano de aprendizado, solidariedade e respeito à ancestralidade africana.