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QUILOMBO SÃO JOSÉ

http://www.videolog.tv/video.php?id=527847

Realização e Direção: Luiz Fernando Sarmento & Gilberto Fugimoto de Andrade

Ano: 2009

Origem: Brasil

Tempo: 46 min.

“Antes de a gente aprender o Pai nosso, a gente já sabia cantar o jongo…” (Toninho Canecão).

História, ancestralidade, narrativa oral, música e cultura africana. Tudo isso e muito mais torna este vídeo um material imprescindível para conhecer e refletir sobre a história do Brasil que devemos (re)aprender.

Pela voz dos moradores do Quilombo São José, no Rio de Janeiro, o documentário apresenta as muitas faces da formação e vida desta comunidade formada por descendentes de africanos oriundos da região do Congo e de Angola.

Conforme relata o morador e líder comunitário Toninho Canecão, a origem dessas terras teria sido a doação (informal) de terras do ex-senhor de escravos aos “seus” negros para que vivessem após a abolição, posteriormente a especulação imobiliária teria levado a conflitos pela posse da terra.  Toninho Canecão foi educado pelo avô cego, que transmitiu oralmente histórias do tempo da escravidão e, ao mesmo tempo, orientou o neto a sair da comunidade e “aprender” também as coisas do mundo exterior, para ter efetivas condições de ajudar a comunidade quilombola, o que de fato ocorreu.

Pelos fragmentos de memória dos moradores mais velhos, como o Manoel Seabra (o tio Mané), ouvimos relatos sobre a formação da comunidade, desde os tempos da escravidão, as mudanças trazidas pela modernidade (a saída dos jovens para a cidade do Rio de Janeiro), porém sem jamais romperem os laços com a comunidade. Luciene Estevão do Nascimento, uma das representantes da nova geração, testemunha a face contemporânea do quilombo, num cotidiano de aprendizado, solidariedade e respeito à ancestralidade africana.

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África – Uma história Rejeitada

Documentário que retrata a riqueza civilizatória dos povos africanos, enfatizando as distorções e expropriações culturais que o continente foi vítima. O documentário retrata alguns dos importantes reinos africanos evidenciando a sua importância para desmistificar o imaginário atual sobre o continente