Archive for the ‘ Literatura e Cultura Africana e Afro-brasileira ’ Category

As Aventuras de Azur e Asmar

Infanto-juvenil

 

As Aventuras de Azur e Asmar

Direção: Michel Ocelot

Ano: 2006

Origem: França

Tempo: 99 min.

Distribuidor: Videofilmes (nas locadoras)

 

Muito além do colorido do “conto-de-fadas”, os temas apresentados neste filme, do mesmo diretor de Kiriku e a feiticeira, proporcionam discussões sobre: diferença, preconceito, racismo, intolerância cultural etc.

 

Azur e Asmar foram criados por Jeanne, mulher africana mãe de Asmar e babá de Azur, filho de um nobre inglês. Azur, louro de olhos azuis, e Asmar, negro, de olhos pretos cresceram como irmãos, aprendendo a cultura da terra de Jeanne, atentos sobretudo à história da Fada dos Djins. A partida de Jeanne, injustamente expulsa da casa pelo pai de Azur, separa os dois meninos, que só se reencontrarão quando adultos, no país de Jeanne e Asmar, agora ricos e importantes. Agora os ex-amigos de infância irão se confrontar, como príncipes rivais, na aventura em busca da sonhada Fada dos Djins.

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Phatyma (curta-metragem) AfricaMakiya

PHATYMA (curta-metragem)

Texto: Paulina Chiziane e Luiz Chaves

Direção: Luiz Chaves

Origem: Moçambique

Realização: AfricaMakiya Produções

Tempo: 9min.49s.

 

Identidade, ancestralidade, o papel da mulher, a infância, e os modos de vida tradicional e moderno são os temas presentes neste curta-metragem moçambicano.

 

O filme é centrado na figura da menina Phatyma, personagem criada por Paulina Chiziane, escritora moçambicana que atua, publicamente, em favor dos direitos das mulheres moçambicanas. A partir do olhar da criança-menina, que sonha com um futuro diferente daquele de sua mãe e avó (embora as respeitando firmemente) conhecemos a força da cultura moçambicana, as inquietações e os sonhos das novas gerações nascidas num país que se libertou da condição colonial há menos de 40 anos. Os questionamentos de Phatyma sobre o papel da mulher moçambicana hoje desafiam os espectadores (de qualquer nacionalidade e cultura) a reconhecer a importância de avançar num processo de modernização sem esquecer os valores ancestrais que alicerçaram a nossa identidade.

Curta Saraus

http://www.youtube.com/watch?v=7FyCf1CrFcI

Curta Saraus
Dir. David Alves da Silva (15”, 2010)

Apresenta um panorama dos saraus realizados em bares nas periferias de São Paulo, especialmente os da região do Capão, São Luís e Campo Linpo. O Curta Saraus tem como proposta apresentar esses novos artistas que surgem nas periferias e pôr em debate aspectos sobre cultura e o poder de transformação social que pode ter a arte.

Curta Saraus em Inglês

Curta Saraus em Espanhol

Curta Saraus em Francês

http://www.curtasaraus.blogspot.com

Categoria:

Filmes e desenhos

Baile do Carmo

Dir. Shaynna Pidori (26′ , 2010)
Sinopse: O documentário acompanha os preparativos de uma edição desse popular festejo, que ocorre no munício de Araraquara (São Paulo). Tido cmo a mais sólida manifestação da cultura negra nesta cidade, o Baile do Carmo é um símbolo de resistência e celebra a identidade da comunidade afro-descendente. A partir do relato de pessoas envolvidas com o evento – organizadores e participantes – a produção resgata a importância que essa tradicional festa possui para as gerações passadas, atuais e futuras. Por meio dos relatos, os personagens nos dão a conhecer sua história de vida, seus anseios, suas expectativas, expondo o poder transformador de uma única noite em seus cotidianos.
Indicação: profissionais do campo da Educação, alunos de EJA, alunos do Ensino Fundamental Ciclo II e Ensino Médio.
Comentário: A exibição do documentário pode alicerçar discussões sobre os seguintes conteúdos: memória; ancestralidade; história oral (testemunho e relato); diversidade étnico-racial; a história do negro no Brasil; resistência da cultura e da história afro-descendente pelas manifestações comunitárias (bailes, festejos, capoeira, roda de contação de histórias, cortejos etc.), identidade afro-brasileira.

Luiz Gonzaga Pinto da Gama (1830 – 1882)

Luiz Gonzaga Pinto da Gama nasceu em 21 de julho de 1830. Era filho de um português e de Luiza Mahin, negra acusada de se envolver com a Revolta dos Malês, na Bahia — a primeira grande rebelião urbana de escravos da história do Brasil. Aos 10 anos, tornou-se cativo, vendido pelo próprio pai.

Luiz Gama morou com a mãe em Salvador até os oito anos. Quando a líder rebelde teve que fugir para o Rio de Janeiro, buscando escapar da forte perseguição policial, Luiz foi entregue ao pai, um fidalgo português. Jogador compulsivo e afogado em dívidas, seu pai lhe vendeu a um traficante e Luiz Gama virou escravo doméstico em São Paulo.

Aos 18 anos, sabendo ler e escrever, conseguiu provas irrefutáveis da ilegalidade de sua condição, pois era filho de uma mulher livre. Já liberto, em 1848 assentou praça na Força Pública da Província. Em 1854 teve baixa da Força Pública por insubordinação e em 1856 foi nomeado escrevente da Secretaria de Polícia.

Foi nesse período, como escrevente, que Luiz teve acesso à biblioteca do delegado, então professor de Direito. Autodidata e dono de uma memória excepcional, Luiz Gama se tornaria um grande advogado (rábula). Foi um dos abolicionistas mais atuantes de São Paulo. Com seu trabalho nos tribunais, conseguiu a libertação de centenas de negros mantidos injustamente em cativeiro ou acusados de crimes contra os senhores. Especializou-se nessa área.

Três anos depois, publicou seu único livro de poesias. Seu célebre poema A Bodarrada ironizava os que tentavam negar a influência africana na formação da nossa identidade nacional. Ao admitir no poema que também era bode — termo pejorativo usado para ridicularizar os negros –, Gama tornou-se o primeiro escritor brasileiro a assumir explicitamente sua identidade negra, sendo assim o fundador da literatura de militância dos negros no Brasil.

Também colaborou com diversos periódicos, escrevendo para jornais satíricos de São Paulo. Em 1880, já tinha se transformado em um líder do movimento abolicionista da cidade. Lutou nas cortes provincianas para estabelecer o princípio de que todos os escravos ingressos no país após a proibição do tráfico negreiro, em 1850, eram livres por lei. Considerava legítima a defesa dos crimes cometidos por escravos contra seus senhores.

Por insistência de Lúcio de Mendonça, advogado e amigo, Luiz Gama escreveu uma carta autobiográfica. Graças a ela, a lembrança de Luiza Mahim chegou até os dias atuais.

Após longo período de doença, Luiz Gama morreu no dia 24 de agosto de 1882, em São Paulo.

Fonte: http://www.acordacultura.org.br/herois/heroi/luizgama

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Educação

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Dragão do Mar, Francisco José do Nascimento (1839 – 1914)

Vídeos da série Heróis de Todo Mundo, veiculada no Canal Futura.  Trata-se da breve biografia de personalidades negras de grande relevância no cenário brasileiro. Interpretadas por personalidades negras atuantes na vida pública no Brasil contemporâneo.

Francisco José do Nascimento nasceu em 15 de abril de 1839, em Canoa Quebrada, Ceará. De família de pescadores, foi criado pela mãe, a rendeira Matilde, e ficou conhecido por muitos anos como o Chico da Matilde. Seu pai morreu tentando a vida num seringal na Amazônia, quando Francisco José ainda era garoto.

Tendo que trabalhar muito cedo, começou como menino de recados a bordo do navio Tubarão. Depois passou à profissão de prático, para finalmente chegar a prático-mor da barra do Porto de Fortaleza. Francisco José só aprenderia a ler aos 20 anos de idade.

A seca que assolou o Ceará entre os anos de 1877 e 1879 desorganizou a produção do estado e matou de fome, de varíola e de cólera mais de um quarto da população. Durante a tragédia, foi organizada uma campanha de socorro às vítimas e Francisco, ao participar do esforço de ajuda à população, conheceria João Cordeiro, o então comissário-geral dos Socorros Públicos. O laço entre os dois se estreitaria com a causa abolicionista.

Arrasados pela seca e pelo cólera, os grandes proprietários escravistas do Ceará, para minimizar seus prejuízos, procuraram vender seus escravos aos fazendeiros do sudeste, onde havia grande demanda de mão-de-obra em função do cultivo do café. O preço era favorável. Mas, para isto, era preciso embarcá-los no Porto de Fortaleza.

Ao longo da década de 1880, começaram a surgir sociedades civis engajadas na luta abolicionista, como a Sociedade Cearense Libertadora, fundada em 1880, e que tinha João Cordeiro como presidente. Esta sociedade teve apoio incondicional de Francisco, que chegou a ser eleito seu diretor. Sob o slogan de “no Ceará não se embarcam escravos”, os jangadeiros, liderados por Francisco, impediram o embarque de cativos, bloqueando o porto. Francisco foi ameaçado com perseguições e com uma ação judicial por crime de sedição. Mas graças à sua vigilância e ação firme, o porto se manteve inviolável. Sem alternativa, os senhores de escravos acabaram concordando com a liberdade de seus cativos.

A notícia espalhou-se rapidamente em todas as cidades, sendo decretado o fim da escravidão no estado do Ceará. Em 1884, o estado foi o primeiro a abolir a escravidão, quatro anos antes do restante do Brasil.

O jangadeiro Francisco José do Nascimento foi herói da abolição no Ceará. Sua bravura no bloqueio do porto de Fortaleza, impedindo o embarque de escravos, rendeu-lhe o apelido de Dragão do Mar.

Em 25 de março de 1884, os abolicionistas da Corte levaram-no ao Rio de Janeiro para uma visita de 15 dias, com direito a desfile ao longo da cidade e festas em sua homenagem.

Com o advento da República, João Cordeiro assumiu brevemente a presidência do estado. Nessa ocasião, entregou ao Dragão do Mar a patente de Major-Ajudante de Ordens do Secretário-Geral do Comando Superior da Guarda Nacional do Estado do Ceará, em reconhecimento de sua bravura. A Guarda Nacional era uma das corporações mais importantes do estado brasileiro e com grande visibilidade social.

O Dragão do Mar faleceu em 1914 em Fortaleza.

Fonte: http://www.acordacultura.org.br/herois/heroi/francisco-josedonascimento

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Educação

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Pixinguinha – Toni Garrido (A Cor da Cultura)

Vídeos da série Heróis de Todo Mundo, veiculada no Canal Futura.  Trata-se da breve biografia de personalidades negras de grande relevância no cenário brasileiro. Interpretadas por personalidades negras atuantes na vida pública no Brasil contemporâneo.

Vídeo da série Heróis de Todo Mundo, veiculada no Canal Futura.

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Educação

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