Pachamama – o filme

Documentário e filme sobre a viagem de Eryk (o diretor) pela floresta brasileira em direção ao Peru e à Bolívia, onde encontra a realidade de povos historicamente excluídos do processo político de seus países e que pela primeira vez na história buscam uma participação efetiva na construção do seu próprio destino. É uma pequena odisseia de trinta dias pela realidade amazônica e andina, que revela um continente em ebulição, perpassado pela cultura milenar andina (em torno de 15 mil anos), que irradia pelo continente sul americano substancia primordial na constituição de novos paradigmas políticos.

Ficha técnica: Direção, fotografia câmera e roteiro Eryk Rocha
Montagem Eryk Rocha e Eva Randolph
Direção de fotografia Eryk Rocha
Som direto Daniel Chaves e Rafael Pinheiro de Araújo
Música Aurélio Dias
Desenho e edição de som e mixagem Aurélio Dias
Produção executiva Leonardo Edde e Daniela Martins
Produtores associados João Carlos Nogueira e Laboratório do Tempo Presente / UFRJ
Consultoria histórica Francisco Carlos Teixeira da Silva
Assistente de direção Juan Posada
Produção Urca filmes e Aruac Produções
Produtor associado João Carlos Nogueira
Assistente de montagem Cecilia Pestana e Raquel Gandra
Assistente de produção executiva Juliana Capelini
Produtor de finalização Juca Diaz
Produtor de finalização de som Maria Byington
Tradução de quíchua Josefina Crespo de Aranibar
Tradução de aimara Alvaro Cristian
Distribuição VídeoFilmes
Filmado em janeiro e fevereiro de 2007 no Brasil (Porto Velho, Abunã, Rio Branco e Assis Brasil), Peru (Iñapari, Puerto Maldonado, Mazuko, Cactcca, Ocongate, e Cuzco) e Bolivia (El Alto, La Paz, Potosí, Santa Cruz de la Sierra). Brasil, 2008.

Comentário –  Um depoimento do diretor, é importante para entendermos a importância dos processos que o filme se propõe a mostrar: “A América do Sul vive um momento particular: A terra está fertilizando a política. Não é uma experiência política tradicional, de esquerda, comunista ou socialista, mas uma experiência que vem de uma reflexão cultural, de diferentes movimentos sociais nativos, dos povos originários da cultura Inca. O que acontece na Bolívia é algo que parte da terra, da comunidade, dos indígenas, da relação sagrada do camponês com a terra. A ancestralidade desperta um novo olhar”.

Recomendado para a formação de professores/as e gestores. Se for utilizado com alunos/as de 7as a 9as séries pode favorecer a análise crítica da poesia inerente à música de Paulinho da Viola.

 

Há trechos no portal do Filme e no Youtube. Para assistir na íntegra deve-se adquirir ou locar o DVD.

 

http://www.pachamamaofilme.com.br/index.htm

 

http://www.youtube.com/watch?v=3oZdTHp5aQg

 

Recomendado para a formação de professores/as e gestores e para o Ensino Fundamental – 8º a 9ª séries e também para a Educação de Jovens e Adultos.

 

Entre Rios – a urbanização de São Paulo

Sinopse: Documentário com uma linguagem  atraente sobre a urbanização de São Paulo, com um enfoque geográfico-histórico, permeando também questões sobre meio ambiente, política. Indígenas.

Direção e realização de Caio Silva Ferraz, Luana de Abreu e Joana Scarpelini. Gênero: Documentário. Duração: 25 min. Ano: 2009.  País: Brasil Local de Produção:SP – Cor: Colorido.

Comentário –Entre Rios conta de modo rápido a história de São Paulo e como essa está totalmente ligada com seus rios. Muitas vezes no dia-a-dia agitado de quem vive São Paulo eles passam despercebidos e só se mostram quando chove e a cidade fica estagnada.  Sua relação com a questão Etnicorracial diz respeito a como a tradição indígena foi aproveitada pela lógica do projeto civilizatório europeu e depois anulada como autoria. Em vários trechos do documentário podemos fazer inferência a adoção dessa lógica e da anulação a sabedoria popular.

O vídeo foi realizado em 2009 como trabalho de conclusão no curso em Bacharelado em Audiovisual no SENAC-SP e além de ter muitas animações, apresenta vários entrevistados:  Alexandre Delijaicov, Antônio Cláudio Moreira Lima e Moreira, Nestor Goulart Reis Filho, Odette Seabra, Marco Antonio Sávio, Mario Thadeu Leme de Barros, José Soares da Silva.

Para assisti-lo acesse o portal  – http://vimeo.com/14770270

ATÉ A CHUVA

Sinopse:

Filme em que dois amigos – Costa (Luis Tosar) e Sebastián (Gael García Bernal) estão rodando um filme sobre Cristóvão Colombo na Bolívia. Sebastián, o diretor, quer contar a verdadeira história do descobridor espanhol, uma versão bem diferente da oficial que aparece nos livros sobre o assunto. Enquanto a equipe grava o controverso filme em Cochabamba, a população local une-se contra os planos de privatização do fornecimento de água.

 

Ficha técnica:  Gênero: drama. Diretor: Iciár Bollaín.Elenco: Gael García Bernal, Luis Tosar, Karra Elejalde, Juan Carlos Aduviri, Raúl Arévalo, Carlos Santos, Cassandra Ciangherotti, Milena Soliz, Leónidas Chiri, Ezequiel Diaz . Produção: Juan Gordon.Roteiro: Paul Laverty. Fotografia: Alex Catalán

Trilha Sonora: Alberto Iglesias

Duração: 103 min.

Ano: 2010

País: França/ Espanha/ México

Gênero: Drama Cor: Colorido

Distribuidora: Paris Filmes Estúdio: Morena Films / Alebrije Cine y Video / Mandarin Films / También la lluvia

Recomendado para o Ensino Fundamental – 9ª séries e também para a Educação de Jovens e Adultos.

Comentário – este filme permite contendas sobre o período recente da Bolívia, anterior a eleição do indígena Aymara, Evo Morales. Narra em paralelo a história de como são considerados os países latinos na lógica exploratória do Eurupeu colonizador, seja no período das grandes navegações e conquista da América, seja recentemente com o processo de privatização dos recursos naturais.

Já se encontra disponível nas locadoras.

Luiz Gonzaga Pinto da Gama (1830 – 1882)

Luiz Gonzaga Pinto da Gama nasceu em 21 de julho de 1830. Era filho de um português e de Luiza Mahin, negra acusada de se envolver com a Revolta dos Malês, na Bahia — a primeira grande rebelião urbana de escravos da história do Brasil. Aos 10 anos, tornou-se cativo, vendido pelo próprio pai.

Luiz Gama morou com a mãe em Salvador até os oito anos. Quando a líder rebelde teve que fugir para o Rio de Janeiro, buscando escapar da forte perseguição policial, Luiz foi entregue ao pai, um fidalgo português. Jogador compulsivo e afogado em dívidas, seu pai lhe vendeu a um traficante e Luiz Gama virou escravo doméstico em São Paulo.

Aos 18 anos, sabendo ler e escrever, conseguiu provas irrefutáveis da ilegalidade de sua condição, pois era filho de uma mulher livre. Já liberto, em 1848 assentou praça na Força Pública da Província. Em 1854 teve baixa da Força Pública por insubordinação e em 1856 foi nomeado escrevente da Secretaria de Polícia.

Foi nesse período, como escrevente, que Luiz teve acesso à biblioteca do delegado, então professor de Direito. Autodidata e dono de uma memória excepcional, Luiz Gama se tornaria um grande advogado (rábula). Foi um dos abolicionistas mais atuantes de São Paulo. Com seu trabalho nos tribunais, conseguiu a libertação de centenas de negros mantidos injustamente em cativeiro ou acusados de crimes contra os senhores. Especializou-se nessa área.

Três anos depois, publicou seu único livro de poesias. Seu célebre poema A Bodarrada ironizava os que tentavam negar a influência africana na formação da nossa identidade nacional. Ao admitir no poema que também era bode — termo pejorativo usado para ridicularizar os negros –, Gama tornou-se o primeiro escritor brasileiro a assumir explicitamente sua identidade negra, sendo assim o fundador da literatura de militância dos negros no Brasil.

Também colaborou com diversos periódicos, escrevendo para jornais satíricos de São Paulo. Em 1880, já tinha se transformado em um líder do movimento abolicionista da cidade. Lutou nas cortes provincianas para estabelecer o princípio de que todos os escravos ingressos no país após a proibição do tráfico negreiro, em 1850, eram livres por lei. Considerava legítima a defesa dos crimes cometidos por escravos contra seus senhores.

Por insistência de Lúcio de Mendonça, advogado e amigo, Luiz Gama escreveu uma carta autobiográfica. Graças a ela, a lembrança de Luiza Mahim chegou até os dias atuais.

Após longo período de doença, Luiz Gama morreu no dia 24 de agosto de 1882, em São Paulo.

Fonte: http://www.acordacultura.org.br/herois/heroi/luizgama

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Dragão do Mar, Francisco José do Nascimento (1839 – 1914)

Vídeos da série Heróis de Todo Mundo, veiculada no Canal Futura.  Trata-se da breve biografia de personalidades negras de grande relevância no cenário brasileiro. Interpretadas por personalidades negras atuantes na vida pública no Brasil contemporâneo.

Francisco José do Nascimento nasceu em 15 de abril de 1839, em Canoa Quebrada, Ceará. De família de pescadores, foi criado pela mãe, a rendeira Matilde, e ficou conhecido por muitos anos como o Chico da Matilde. Seu pai morreu tentando a vida num seringal na Amazônia, quando Francisco José ainda era garoto.

Tendo que trabalhar muito cedo, começou como menino de recados a bordo do navio Tubarão. Depois passou à profissão de prático, para finalmente chegar a prático-mor da barra do Porto de Fortaleza. Francisco José só aprenderia a ler aos 20 anos de idade.

A seca que assolou o Ceará entre os anos de 1877 e 1879 desorganizou a produção do estado e matou de fome, de varíola e de cólera mais de um quarto da população. Durante a tragédia, foi organizada uma campanha de socorro às vítimas e Francisco, ao participar do esforço de ajuda à população, conheceria João Cordeiro, o então comissário-geral dos Socorros Públicos. O laço entre os dois se estreitaria com a causa abolicionista.

Arrasados pela seca e pelo cólera, os grandes proprietários escravistas do Ceará, para minimizar seus prejuízos, procuraram vender seus escravos aos fazendeiros do sudeste, onde havia grande demanda de mão-de-obra em função do cultivo do café. O preço era favorável. Mas, para isto, era preciso embarcá-los no Porto de Fortaleza.

Ao longo da década de 1880, começaram a surgir sociedades civis engajadas na luta abolicionista, como a Sociedade Cearense Libertadora, fundada em 1880, e que tinha João Cordeiro como presidente. Esta sociedade teve apoio incondicional de Francisco, que chegou a ser eleito seu diretor. Sob o slogan de “no Ceará não se embarcam escravos”, os jangadeiros, liderados por Francisco, impediram o embarque de cativos, bloqueando o porto. Francisco foi ameaçado com perseguições e com uma ação judicial por crime de sedição. Mas graças à sua vigilância e ação firme, o porto se manteve inviolável. Sem alternativa, os senhores de escravos acabaram concordando com a liberdade de seus cativos.

A notícia espalhou-se rapidamente em todas as cidades, sendo decretado o fim da escravidão no estado do Ceará. Em 1884, o estado foi o primeiro a abolir a escravidão, quatro anos antes do restante do Brasil.

O jangadeiro Francisco José do Nascimento foi herói da abolição no Ceará. Sua bravura no bloqueio do porto de Fortaleza, impedindo o embarque de escravos, rendeu-lhe o apelido de Dragão do Mar.

Em 25 de março de 1884, os abolicionistas da Corte levaram-no ao Rio de Janeiro para uma visita de 15 dias, com direito a desfile ao longo da cidade e festas em sua homenagem.

Com o advento da República, João Cordeiro assumiu brevemente a presidência do estado. Nessa ocasião, entregou ao Dragão do Mar a patente de Major-Ajudante de Ordens do Secretário-Geral do Comando Superior da Guarda Nacional do Estado do Ceará, em reconhecimento de sua bravura. A Guarda Nacional era uma das corporações mais importantes do estado brasileiro e com grande visibilidade social.

O Dragão do Mar faleceu em 1914 em Fortaleza.

Fonte: http://www.acordacultura.org.br/herois/heroi/francisco-josedonascimento

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Pixinguinha – Toni Garrido (A Cor da Cultura)

Vídeos da série Heróis de Todo Mundo, veiculada no Canal Futura.  Trata-se da breve biografia de personalidades negras de grande relevância no cenário brasileiro. Interpretadas por personalidades negras atuantes na vida pública no Brasil contemporâneo.

Vídeo da série Heróis de Todo Mundo, veiculada no Canal Futura.

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Educação

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José do Patrocínio por Nei Lopes (A cor da cultura)

Vídeos da série Heróis de Todo Mundo, veiculada no Canal Futura.  Trata-se da breve biografia de personalidades negras de grande relevância no cenário brasileiro. Interpretadas por personalidades negras atuantes na vida pública no Brasil contemporâneo.

José do Patrocínio (1853-1905) Interpretado por Nei Lopes

Disponível no site http://www.dominiopublico.gov.br

Autor: Ministério da Educação
Categoria: TV Escola – História
Idioma: Português
País: Brasil